Kikamerlin’s Blog

Separação humana

Publicado em Uncategorized por kika em Novembro 18, 2008

O homem chegou na terra
E limitado em sua mente humana
Separou o mundo em partes intragáveis
Em uma linha imaginária
Dividiu nações em ricos e pobres
O primeiro e o terceiro mundo
O branco e o preto
No horário e no fuso
Em cinco por divisões das águas
Que no fundo, o que vale é a história
Traços puxados, redondos, ovais…
Tudo na maneira certa de sua mente entender
Separando o amor pela cultura
E esquecendo que no fundo
Todos somos parte do mesmo criador
Que definiu nossas vidas pela simplicidade
De sermos sua imagem e semelhança

Aprendi a ter saudades

Publicado em Uncategorized por kika em Julho 26, 2009

É com você que aprendi a ter saudade…

… e quando ele parte meu coração se desmancha

como a mudança de um lisianto depois dos meses quentes

como o sol que vai embora de uma praia

e como frio que parte  para outro continente

Quando você vai embora

me sinto como uma pintora sem tintas e quadros

ou talvez uma escritora sem seu lápiz

ou você sem sua maquina de datilografia avançada

Enquando te espero voltar

a gota corre pelo fino olhar de uma nuvem

pela ultimo combinar de duas e uma particula

e lá esta o tanque a espera do teu mergulho

Quando você volta meu coração revive

brota por uma estação que esta chegando

é como um luthier devolvendo sua obra prima

quando finalmente o rio encontra o mar…

é assim que me sinto

quando eu volto a te encontrar…

Por Érica Merlin
Para Renato Wong

Cotidiano

Publicado em Uncategorized por kika em Janeiro 5, 2009

COTIDIANO

Deixa-me falar de coisas imprevisíveis

De dias em que pensávamos que o hemisfério norte estava em baixo e sul
em cima
De momentos onde a racionalidade é atropelada pelo papa-léguas
Das noites em que o sofá oferece melhor conforto
Das segundas onde o salmão vira feijão com arroz
Das noitadas de sábado que passamos na frente do computador
Dos leigos que vão à biblioteca e pegam livros

Deixa-me dizer da infindável contrariedade humana

Dos dias em que calamos ao invés de falar
Das manhas de chuva que levantamos para caminhar
Dos dias ensolarados que nos enrolamos no cobertor
Dos momentos mais tristes em que sorrimos
Das vezes em que podemos escolher mas fomos influenciados

Deixa-me tentar explicar o inexplicável

Dos dias em que queria estar na Antártida e comprei
passagens para
Jamaica
Do dia em que um míope leu uma partitura com óculos para
hipermetrope
Das vezes que nadamos na praia querendo tomar sol na
beirada do rio
Dos momentos em que queremos estar perto mas tomamos o
ônibus no
sentido contrario
Dos dias que seriam simples mas filosofamos e
materializamos a vida

Dos dia em que queria dizer sim,e disse não
Dos que queria dizer não e disse sim
Dos que queria e fiz
Das vezes que errei e aprendi
Das que acertei e fui feliz

“Deixo os creditos desse texto ao meu criador, Deus que amo
profundamente.”